Pesquisa sobre Projeto Práticas Formativas para Escola e Comunidade
O conteúdo abaixo diz respeito ao recorte de uma breve pesquisa de um estudante de graduação do curso de Psicologia, não sendo então um artigo cientifico, ou um estudo amplamente amparado em fundamentações teóricas, práticas ou científicas, e o objetivo de compartilha-lo é de apenas colaborar com a ampliação da visão de quem se interessar em ler.
Sobre o projeto
O projeto Práticas Formativas para Escola e Comunidade busca estreitar o vínculo entre a universidade (UNIVALI) e a sociedade através de ações pedagógicas em Itajaí e Balneário Camboriú. A iniciativa foca no desenvolvimento de materiais didáticos inovadores e estratégias que abordam temas cruciais como direitos humanos, diversidade étnico-racial e sustentabilidade. Utilizando metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em problemas e oficinas artísticas, o programa visa fortalecer o pensamento crítico e a inclusão social. As atividades são desenhadas para combater o preconceito e promover uma cultura de paz, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Além do impacto educacional direto, a proposta prioriza a curricularização da extensão e a divulgação científica dos resultados alcançados. Assim, o projeto atua como um agente transformador que adapta demandas acadêmicas às necessidades reais do ambiente escolar.
Metodologia para obtenção de respostas
Foi formulado um questionário e enviado para a pessoa responsável pelo projeto, e as questões e respostas estão abaixo
- 1- Quais são os principais objetivos do projeto Práticas Formativas para Escola e Comunidade e quais resultados se espera alcançar com sua realização?
Objetivo Geral
Consolidar a colaboração entre universidade e comunidade, promovendo práticas formativas inovadoras em escolas de Itajaí e Balneário Camboriú, com foco nos Temas Contemporâneos Transversais (TCTs), na diversidade étnico-racial e nos direitos humanos, contribuindo para a educação de qualidade, saúde e cultura de paz, em consonância com os ODS 3, 4, 10 e 16 - Objetivos Específicos e Metas
- Objetivo 1: Fomentar a produção de materiais didáticos e estratégias pedagógicas que abordem os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) colaborando para o desenvolvimento do pensamento crítico.
- Objetivo 2: Estimular a criação e a adoção de práticas pedagógicas que fomentem a reflexão crítica sobre a diversidade étnico-racial e o respeito aos Direitos Humanos em todas as áreas do conhecimento.
Objetivo 3: Fomentar a apreciação e a produção de manifestações artísticas e culturais, promovendo o desenvolvimento da sensibilidade estética e do pensamento crítico. - Objetivo 4: Adaptar o projeto para contemplar temas e demandas específicas identificadas pelas escolas e comunidades participantes, garantindo a relevância e o impacto das ações desenvolvidas.
- Objetivo 5: Consolidar parcerias com o objetivo de implementar projetos conjuntos que efetivem a curricularização da extensão.
- Objetivo 6: Divulgar as práticas formativas por meio de estratégia de comunicação integrada, utilizando o Instagram para alcance imediato e eventos acadêmicos para aprofundamento e validação.
- Objetivo 7: Participar de eventos acadêmico-científicos para divulgar as ações realizadas no projeto de extensão, estabelecendo conexões com outros pesquisadores e promovendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências.
- Objetivo 8: Desenvolver ações de extensão que estejam alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, 4, 10 e 16, contribuindo para a promoção da saúde e bem-estar, educação de qualidade, redução das desigualdades.
- 2-De que forma o projeto trabalha o reconhecimento dos direitos das crianças e adolescentes e a valorização da diversidade étnico-racial nas atividades propostas?
O projeto Práticas Formativas para Escola e Comunidade aborda o reconhecimento dos direitos das crianças e adolescentes e a valorização da diversidade étnico-racial por meio de eixos pedagógicos transversais e compromissos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
- 3-Quais metodologias ativas de ensino e aprendizagem são utilizadas no desenvolvimento das ações do projeto?
Aprendizagem Baseada em Problemas – Circulo de leitura- Análise de imagens – Produção de instalações artísticas.
- 4-Quais tipos de ações de extensão são desenvolvidas junto às escolas e à comunidade?
Atividades sobre: datas comemorativas específicas indicadas pela escola, nas quais possam ser abordados os ODS e os Temas Contemporâneos Transversais. Exemplo: exposições, palestras, formações,jogos, brincadeiras, gincanas.
- 5-Quais têm sido os principais desafios e impactos observados na implementação do projeto até o momento?
O projeto precisa gerenciar uma vasta gama de demandas, que incluem desde o apoio para trabalhar a diversidade étnico-racial e direitos humanos até a educação ambiental e cultura de paz.
As ações impactam o combate ao preconceito e à discriminação, fortalecendo currículos inclusivos e o empoderamento de grupos diversos.
Como podemos relacionar o projeto Práticas Formativas para Escola e Comunidade com a prática do profissional de Psicologia embasado pela Diretriz Nacional Curricular do Curso de Graduação em Psicologia?
O projeto de extensão Práticas Formativas para Escola e Comunidade pode ser enquadrado nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em Psicologia em diversas dimensões, tanto no que diz respeito aos princípios ético-políticos da profissão quanto às competências e ênfases práticas exigidas para a formação do psicólogo.
Abaixo, detalho os pontos de convergência baseados nas fontes:
1. Compromisso com os Direitos Humanos e Diversidade
da qualidade de vida de indivíduos, grupos, organizações e comunidades;
- No Projeto: O objetivo geral do projeto é promover práticas formativas com foco nos direitos humanos e na diversidade étnico-racial, buscando o combate ao preconceito e à discriminação.
- Nas DCNs: O Artigo 2º das diretrizes estabelece que a formação deve assegurar o respeito à diversidade pessoal, social, cultural e ética, em total consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Além disso, reforça o compromisso com a construção de uma sociedade democrática e socialmente justa.
V – Respeito à ética nas relações profissionais, na produção e divulgação de pesquisas,
trabalhos e informações da área da Psicologia;
VI – Respeito à diversidade pessoal, social, cultural e ética, em consonância com a
Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH);
VII – Reconhecimento da necessidade de investimento na educação permanente e no
aprimoramento contínuo da prática profissional;
(*) Resolução CNE/CES 1/2023. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de outubro de 2023, Seção 1, pp. 55-57.
2. Atuação em Contextos Educativos e Comunitários
Art. 8º O núcleo comum da formação em Psicologia deve desenvolver, no estudante,
- No Projeto: As ações são desenvolvidas diretamente em escolas e comunidades, utilizando metodologias como Aprendizagem Baseada em Problemas e círculos de leitura para abordar temas contemporâneos transversais.
- Nas DCNs: As diretrizes preveem que o psicólogo deve ser capaz de prestar serviços em diferentes domínios, citando explicitamente a educação e as comunidades como contextos de trabalho (Art. 8º, § 1º). O projeto se encaixa especificamente na ênfase em Processos Educativos (Art. 10, b), que foca no diagnóstico e planejamento de condições que envolvam o ensino-aprendizagem em distintos contextos.
as competências básicas que definem o perfil do profissional de Psicologia, para o qual se
espera o compromisso com o aprimoramento contínuo da ciência e da profissão, a partir de
uma consistente base teórico-metodológica que assegure a qualidade da sua prática.
§ 1º O conjunto de competências básicas deve assegurar a possibilidade de prestação
de serviços psicológicos à sociedade em diferentes domínios, atendendo as demandas sociaisconcretas em contextos de trabalho nos quais o psicólogo se insere (saúde, educação,
organizações, trabalho, comunidades, movimentos sociais, esporte, justiça, entre outros), quer
no setor privado, no âmbito das políticas públicas, ou no terceiro setor, intervindo nos níveis
individual, grupal, organizacional e social.
§ 2º As competências básicas são de caráter científico e profissional.
§ 3º As competências científicas referem-se às capacidades que possibilitam a
compreensão da ciência em seu duplo papel, como sistema de conhecimentos úteis para a vida
Art. 10. Sem prejuízo de recortes inovadores, são possibilidades de ênfases
curriculares, entre outras, para o curso de Psicologia:
a) os processos de investigação científica, que consistem na concentração em
conhecimentos, habilidades e competências de pesquisa já definidas no núcleo comum da
formação, de forma a capacitar o formando para analisar criticamente as diferentes estratégias
de pesquisa, conceber, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas;
3. Promoção da Saúde e Qualidade de Vida
da qualidade de vida de indivíduos, grupos, organizações e comunidades;
- No Projeto: Alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especificamente os ODS 3 (Saúde e Bem-estar) e 4 (Educação de Qualidade), visando uma cultura de paz.
- Nas DCNs: As diretrizes destacam a promoção da saúde e da qualidade de vida de indivíduos e comunidades como um valor fundamental (Art. 2º, IV). Também se enquadra na ênfase de Processos de Prevenção e Promoção da Saúde (Art. 10, d), que capacita o profissional a proteger a saúde coletiva.
V – Respeito à ética nas relações profissionais, na produção e divulgação de pesquisas,
trabalhos e informações da área da Psicologia;
VI – Respeito à diversidade pessoal, social, cultural e ética, em consonância com a
Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH);
VII – Reconhecimento da necessidade de investimento na educação permanente e no
aprimoramento contínuo da prática profissional;
(*) Resolução CNE/CES 1/2023. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de outubro de 2023, Seção 1, pp. 55-57.
4. Interdisciplinaridade e Extensão Universitária
Art. 13. O curso de graduação em Psicologia deve criar e executar projetos de
- No Projeto: Busca consolidar a colaboração entre universidade e comunidade por meio da curricularização da extensão e de ações multiprofissionais que integram educação, saúde e cultura.
- Nas DCNs: O Artigo 13 determina que o curso de Psicologia deve executar projetos de extensão que fomentem práticas interdisciplinares e intersetoriais entre professores e estudantes. Além disso, o Artigo 5º reforça a importância de interfaces com campos afins para compreender a complexidade do fenômeno psicológico.
extensão relacionados aos seus eixos estruturantes e às suas ênfases curriculares.
Parágrafo único. As atividades de extensão devem fomentar as práticas
interdisciplinares, transdisciplinares e intersetoriais entre professores, estudantes e ao longo
da formação.
V – Interfaces com campos afins do conhecimento, para demarcar a natureza, a
especificidade e a complexidade do fenômeno psicológico em sua interação com fenômenos
neuropsicológicos, biológicos e socioculturais; e
VI – Práticas profissionais que assegurem um núcleo básico de competências que
permitam a atuação profissional e a inserção do egresso em diferentes contextos institucionais
e sociais, bem como a participação nas diversas políticas públicas, visando ao fortalecimento
de ações multiprofissionais em uma perspectiva interdisciplinar.
Art. 6º O curso de graduação em Psicologia deve desenvolver, nos estudantes, as
competências necessárias para a formação do psicólogo por meio de um núcleo comum e
ênfases curriculares.
Parágrafo único. As competências esperadas para a formação em Psicologia devem ser
5. Formação de Professores (Licenciatura)
VIII – Transversalidade temática, que prepare o estudante para abordar temas no
- No Projeto: Desenvolve materiais didáticos e estratégias pedagógicas sobre temas transversais para fortalecer currículos inclusivos.
- Nas DCNs: Para a formação de professores de Psicologia, as DCNs exigem a habilidade de lidar com a transversalidade temática (Direitos Humanos, Relações Étnico-raciais) e a capacidade de identificar problemas socioculturais para superar exclusões (Art. 24, VIII; Art. 25, VII).
currículo que envolvam conhecimentos, vivências e reflexões sistematizadas, como Direitos
Humanos, Educação Ambiental, Educação das Relações Étnico-raciais, entre outras.
VI – Sistematizar e registrar as atividades pedagógicas por meio de diferentes recursos
de acompanhamento do percurso educacional;
IX – Fundamentar as ações pedagógicas a partir de análises de contexto e de estudos
prévios sobre a instituição escolar;
X – Promover o trabalho em equipes e a cooperação entre atores da instituição
educativa, família e comunidade;
XI – Adotar postura investigativa em face de questões e problemas que afetam a
educação; e
XII – Pautar as ações pedagógicas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Formação de Professores e em outros marcos legais para o exercício do magistério, em
especial a Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019
Em suma, o projeto atua como um espaço prático para o desenvolvimento das competências profissionais exigidas, como “atuar considerando os direitos e deveres dos usuários e grupos” e “trabalhar respeitando a diversidade e mostrar competência cultural”
Links para saber mais
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Curso de Graduação em Psicologia da UNIVALI; CLIQUE AQUI
